Sobre a Savannah Resources
A Savannah Resources é uma empresa de desenvolvimento de recursos minerais com quase 15 anos de experiência global, cotada no Alternative Investment Market (AIM) da Bolsa de Londres sob o ticker “SAV.”. É a proprietária exclusiva do Projeto de Lítio do Barroso, no norte de Portugal, o maior recurso de lítio em espodumena identificado na Europa até à data. Através do Projeto de Lítio do Barroso, a Savannah irá contribuir para que Portugal desempenhe um papel fundamental no fornecimento a longo prazo de matéria-prima de lítio de origem local para a cadeia de valor europeia das baterias de lítio, que se encontra em rápido crescimento. O início da construção está previsto para o início de 2027, com a produção a começar em 2028. A Savannah irá produzir lítio suficiente para abastecer cerca de meio milhão de baterias para veículos por ano, tendo o Projeto sido incluído na lista de Projetos Estratégicos da Comissão Europeia em março de 2025. A Savannah está empenhada no desenvolvimento e operação responsáveis do Projeto de Lítio do Barroso, procurando minimizar o impacto ambiental e maximizar os benefícios socioeconómicos para todas as partes interessadas. Estamos em fase de crescimento e procuramos selecionar cuidadosamente profissionais para integrar a equipa em funções-chave nesta jornada entusiasmante.
Sobre a Função
Coordenar a implementação, a monitorização e o reporte das medidas de segurança do Plano de Gestão de Saúde e Segurança Comunitária (Community Health and Safety Management Plan – CHSMP) do Projeto de Ampliação da Mina do Barroso, nas fases de construção, operação e encerramento. A função é o ponto focal da segurança de terceiros: articula as comunidades das freguesias de Covas do Barroso, Dornelas, Canedo e Vilar e Viveiro e do corredor de transporte, as equipas internas responsáveis pelos riscos (HSE, Mina, Logística, Segurança, Barragens e TSF), os empreiteiros e as entidades de proteção civil e segurança pública.
Assegura que os riscos para a comunidade associados ao desmonte com explosivos, ao tráfego e transporte de mercadorias perigosas, às barragens e instalações de resíduos, ao acesso ao local, aos incêndios rurais, às emergências e à segurança patrimonial são geridos de acordo com a DIA, a legislação portuguesa, a IFC PS4, os Princípios do Equador (EP4), os Voluntary Principles on Security and Human Rights (VPSHR) e o ESAP dos financiadores.
Responsabilidade
1. Coordenação do CHSMP (componente de segurança)
Coordenar a implementação diária das medidas de segurança da Tabela 5-1 do CHSMP em articulação com os respetivos responsáveis.
Manter o registo das medidas e compromissos de segurança comunitária (responsável, prazo, estado), e acompanhar o fecho das ações do ESAP com componente de segurança comunitária (nomeadamente 6, 26, 27, 29, 30, 31, 32, 33 e 47); preparar o plano anual de trabalho de segurança comunitária.
Rever os planos de suporte (TTMP, Plano de Desmonte e Explosivos, HMMP, Security Management Plan, PEI/EPRP, PSE das barragens e C-ESMP dos empreiteiros) para garantir que incorporam a interface comunitária exigida pelo CHSMP.
2. Desmonte com explosivos
Coordenar com a Mina e a equipa de comunidades a notificação prévia dos desmontes: calendário mensal; aviso escrito aos residentes num raio de 1 km e lembretes em cada nova campanha; alertas SMS/WhatsApp no próprio dia; visitas a idosos isolados; e aviso presencial a pastores e criadores de gado.
Verificar no terreno a sinalização, as sirenes e os sinais de aviso e de fim de perigo, e o respeito pelas zonas de exclusão de pessoas e gado.
Coordenar o processo de reclamações por danos (vistorias prévias às edificações num raio de 1 km, investigação com base nos registos de vibração e acompanhamento da reparação ou compensação).
3. Tráfego e segurança rodoviária
Assegurar a interface comunitária do TTMP: rotas aprovadas, restrições nos horários do transporte escolar e de eventos locais, aviso prévio mínimo de 7 dias para obras, desvios e cortes de via, e regime transitório na Carreira da Lebre e na ponte de Sapiãos até à abertura da variante de Boticas.
Acompanhar com o Traffic Safety Coordinator e os transportadores as exceções de telemetria GPS, os incidentes e os quase-acidentes com terceiros e as reclamações de transporte (categoria própria no MGR), ativando o TARP quando houver reclamações recorrentes no mesmo local.
Coordenar com as juntas de freguesia, o Município e a GNR as medidas de segurança pedonal, e acompanhar o Safe System Assessment e a Auditoria de Segurança Rodoviária até ao fecho das recomendações.
4. Emergência, proteção civil e incêndios rurais
Apoiar o Emergency Response and Crisis Management Supervisor na componente comunitária do PEI/EPRP: cenários com consequências externas, cadeia de notificação, meios de aviso à população e procedimentos de evacuação, com atenção a idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Organizar a participação da comunidade nos simulacros (pelo menos um por ano) e no teste anual dos meios de aviso; informar a população da zona de autossalvamento das barragens (Parque de Lazer do Rio Covas, Ponte Nova) e comunicar o risco associado à TSF.
Manter a articulação operacional com o SMPC de Boticas e de Ribeira de Pena, ANEPC, Bombeiros, GNR e INEM, e apoiar a integração dos cenários do Projeto nos planos municipais de emergência.
Divulgar às comunidades as restrições em períodos críticos de incêndio e acompanhar os compromissos de prevenção de incêndios rurais com os Bombeiros e as juntas de freguesia (pontos de água em Covas do Barroso e Dornelas).
5. Acessos, matérias perigosas e segurança patrimonial
Assegurar, com o Security Manager, o acesso público a caminhos, pastagens e baldios não afetados, e acordar percursos alternativos com as juntas de freguesia e as assembleias de compartes; acompanhar o registo de intrusões.
Monitorizar indicadores de tensão e conflito na comunidade e as reclamações sobre o pessoal de segurança, e apoiar a aplicação dos VPSHR na interface com a comunidade, incluindo o protocolo de diálogo em situações de protesto.
6. Sensibilização e formação
Planear e executar o Programa de Sensibilização em Saúde e Segurança Comunitária e a formação comunitária em primeiros socorros e uso de DAE.
Garantir que a indução dos trabalhadores e a formação dos condutores incluem os conteúdos de interação com a comunidade, e manter os registos de formação e de participação.
7. Empreiteiros
Verificar que os procedimentos dos empreiteiros cumprem os requisitos de segurança comunitária; realizar inspeções semanais e auditorias mensais (tráfego, transporte de explosivos e matérias perigosas, controlo de acessos, Código de Conduta) e acompanhar as não conformidades até ao fecho.
8. Monitorização, incidentes e reporte
Acompanhar os KPIs de segurança, os eventos TARP e o Corrective Action Register; inspeções de campo regulares.
Registar e apoiar a investigação de incidentes e quase-acidentes com a comunidade (notificação pelos empreiteiros em 24 horas, análise de causa raiz) e comunicar os resultados aos afetados e, de forma anonimizada, à CLCM.
Fazer a triagem, com o Grievance Officer, das reclamações de segurança no MGR, garantindo avaliação em 48 horas quando haja risco iminente para pessoas.
Preparar os contributos de segurança para o relatório mensal CHS, a revisão trimestral de desempenho, o dashboard social da CLCM e os relatórios à APA, aos financiadores e ao IESC; apoiar auditorias e propor atualizações ao CHSMP.
Qualificações e Requisitos
Formação académica
· Licenciatura em Engenharia (Segurança, Ambiente, Civil, Minas ou Geológica), Proteção Civil ou área afim.
· Preferencial: mestrado ou pós-graduação em Segurança e Higiene no Trabalho, Gestão de Emergência ou Proteção Civil; título profissional de Técnico Superior de Segurança no Trabalho (ACT).
Experiência profissional
· Mínimo de 5 anos de experiência em segurança, HSE ou gestão de emergência em projetos de mineração, construção, infraestruturas ou indústria, incluindo gestão de riscos para terceiros.
· Experiência comprovada em planos de emergência e simulacros com entidades de proteção civil, e em gestão de tráfego ou segurança rodoviária.
· Experiência de trabalho com comunidades locais e entidades públicas; experiência com IFC/EP4 é uma mais-valia.
Conhecimentos técnicos
· Enquadramento legal português de segurança em obra e em minas, explosivos, transporte de mercadorias perigosas (ADR), proteção civil, segurança de barragens e defesa da floresta contra incêndios (SGIFR).
· IFC Performance Standard 4 e WBG EHS Guidelines (Community Health and Safety); VPSHR; preferencialmente GISTM.
· Investigação de incidentes e análise de causa raiz, inspeções e auditorias, e reporte por KPIs.
Competências e requisitos
· Comunicação clara e próxima com comunidades rurais e população idosa; capacidade de facilitação e de mediação.
· Organização, rigor e capacidade de coordenar várias equipas e entidades sem relação hierárquica.
· Português nativo ou fluente; inglês profissional (escrito e oral); domínio do MS Office; carta de condução B.
· Disponibi...
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